Prefeitura de São Paulo entrega certificados de autorização de Fretamento para micro e pequenas empresas de Ônibus e Vans. Estivemos lá.
Data. 03. Agosto 2004 , 08:00 | Foram feitas 1257x consultas
Autor: Administrador
No último dia 26 de Julho de 2004, aconteceu a entrega dos certificados de fretamento munícipal, para os pequenos e médios empresários de ônibus e para as empresas de Vans, nas dependencias do DTP (Depto de Transportes Públicos) da Prefeitura da Cidade de São Paulo. A APROVETUR esteve presente ao evento.
Fomos convidados para participar da entrega dos certificados de fretamento municipal, emitidos pelo DTP (Depto de Transportes Públicos), da cidade de São Paulo, para as pequenas e médias empresas de ônibus e para os empresários de Vans da nossa cidade e de cidades vizinhas. Os certificados foram entregues pelo Dr. Josias Lech , Diretor do DTP . A APROVETUR esteve presente ao evento que contou com a participação da TRANSFRETUR (Sindicato das Empresas de Ônibus de Fretamento), da ASSOFRESP (Associação das Pequenas e Médias Empresas de Fretametno), da ASSOLEX (Associação dos Usuários de Fretamento), da ASLOVAN (Associação das Locadoras de Vans) e da APROVETUR (Associação dos Proprietários de Vans para Transporte Executivo e de Locação)
Na oportunidade da entrega dos certificados de fretamento, o Dr. Josias Lech , Diretor do DTP (Depto de Transportes Públicos da cidade de São Paulo), fez uma ampla esplanação para os presentes, sobre o motivo e a necessidade da prefeitura do municipio de São Paulo, implantar, regularizar, controlar e autorizar o fretamento municipal na cidade de São Paulo.
O Dr. Josias , chamou à frente, os presidentes das associações e sindicato que estavam presentes, antes de suas explicações e antes da entrega dos certificados para as empresas cadastradas. Estavam no evento o Sr. Jorge – Diretor Executivo da TRANSFRETUR (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo do Estado de São Paulo), o Sr. Maia – Presidente da ASSOLEX (Associação dos Executivos Usuários de Ônibus de Fretamento), o Sr. Wladmir – Presidente da ASSOFRESP (Associação das Micro, Pequenas e Médias Empresas de Fretamento e Turismo do Estado de São Paulo), o Sr. Adonil – Presidente da ASLOVAN (Associação das Locadoras de Vans do Estado de São Paulo), e o Sr. José Antônio – Presidente da APROVETUR (Associação dos Proprietários de Vans Executivas para Transporte e Locação do Estado de São Paulo), dentre outras entidades de usuários de ônibus de fretamento do interior do Estado de São Paulo e da baixada santista.
Todos os presentes puderam na ocasião, manisfestarem em nome de suas entidades a expectativa que tínhamos sobre o cadastro de fretamento e na postura de sempre termos ou tentarmos ter um canal de diálogo com a prefeitura principalmente nesse momento de transição, onde muitas dúvidas ainda pairam e muitas apreensões estão sendo feitas diariamente, sendo que algumas de maneira injusta e arbritária.
Após o Dr. Josias , ter tentado mostrar aos presentes a necessidade dessas regulamentações (cadastro das empresas, proibições de parada e estacionamento, proibições de trafego em vários corredores e com possibilidade disso expandir-se para outros mais), da necessidade dos presentes estarem sempre informados junto as suas entidades, associações e sindicato, da importância da união da categoria para reinvidicar junto ao poder público manter o espaço da atividade dentro do contexto da cidade, sem diminuir o que já foi conquistado até agora.
Foi dado espaço para perguntas, para tirarmos dúvidas sobre o Decreto Municipal e as portarias de proibições de parada e estacionamento e de trafego nos corredores, onde o Dr. Josias, pacientemente respondia a todas as questões levantadas que eram inúmeras e variadas.
Depois de muita conversa e explicação do Dr. Josias , eu fiquei como Presidente de uma entidade que vem lutando, concientizando, demostrando a nossa importância para o poder publico municipal, estadual e federal envergonhado de algumas situações que ocorreram e de uma frase dita pelo Dr. Josias que resume muito bem a nossa categoria no momento.
Tivemos um caso de um dos presentes, que depois de ouvir tudo o que foi explanado, pediu a palavra e disse que não sabia o motivo por que ele estava ali e nem sabia o porque de sua presença no local. Demonstrando total falta de informação, de curiosidade de saber o que esta acontecendo a sua volta e de acreditar que ele pode ser o “intocável”. Que tudo pode acontecer com os outros, mas nunca com ele. Só isso explicaria a desinformação demonstrada depois de tantos problemas, depois de tantos anos de luta e desgaste.
Em outra oportunidade, outro dos presentes, também pediu a palavra e disse ao Dr. Josias que em vez de ele pedir para que alguem dos presentes se associassem a alguma associação ou sindicato para buscar e lutar pelos seus direitos, porque as entidades não se fundiam em uma só para facilitar a escolha. Esse comentário veio de um micro empresário que, deve estar no mercado há mais de 5 anos e não se decidiu em unir-se a ninguém e estava preocupado na união das associações, que são infinitamente maiores entre elas, que de muitos dos presentes infelizmente.
E para piorar ainda mais a minha vergonha como Presidente de uma entidade, tive que ouvir do Dr. Josias , que falou textualmente para todos ouvirem. “ – Gente !!!!. Vocês me perdoem, mais vocês estão verdes.... crus demais”
“ – Vocês não sabem nada do que esta acontecendo a sua volta”.
As palavras estão corretas e o Dr. Josias não tem culpa da minha vergonha. Eu tenho vergonha porque alguns estão lutando por motoristas de vans que nem deveriam estar no mercado. Estamos lutando por uma categoria desunida, amadora e despreparada para serem empresários e serem tratados como tal. Estamos lutando por pessoas que não tem direito de exigir qualquer coisa nessa cidade.
E a minha culpa é de não conseguir levar essa concientização para essas pessoas, é de não conseguir alertar esses motoristas que existem forças contrárias que querem tira-lo do mercado e estão conseguindo aos poucos.
A minha culpa e a minha vergonha é de acreditar que estamos perdendo tempo com quem não mereçe ser chamado de microempresário e sim de motorista.